
O SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), revelou um projeto colaborativo que busca indícios de formas de vida inteligentes pelo espaço, pode ter reacendido as chamas da esperança de quem conta os dias para que tenhamos a confirmação da existência de alienígenas.
Os astrônomos russos detectaram recentemente um sinal atípico vindo de uma estrela a apenas 95 anos-luz da Terra. A dúvida é: seria essa a obra de seres extraterrestres tentando entrar em contato?
De acordo com informações da organização internacional, a anomalia originada na região próxima ao sistema planetário HD164595 – na constelação de Hércules – foi detectada por um grupo de cientistas em 15 de maio de 2015. Segundo Paul Gilster, do portal Centauri Dreams, as hipóteses a respeito desse sinal só serão discutidas, quando o assunto for debatido em um encontro promovido pela cúpula do SETI no final de setembro. Isso quer dizer que, até que os especialistas possam conversar sobre o tema, tudo não passa de especulação.
Seria mesmo um sinal alienígena?
Gilster acredita que o fenômeno captado através do radiotelescópio RATAN-600 vale um estudo mais aprofundado. A estrela que é o centro desse sistema supostamente disparou o sinal, por exemplo. Ela tem mais ou menos o tamanho e idade do Sol. E ainda compartilha uma química bastante semelhante ao astro. Tem ao menos um planeta confirmado que faz sua órbita em torno dele. Assim é como se fosse uma versão mais quente de Netuno. Esses, teoricamente, podem ser indícios interessantes.
Caso o sinal seja real e dependendo de como tenha sido emitido de sua origem até aqui, podemos estar falando de uma possível civilização Tipo I ou II na escala de Kardashev. Essas são categorias comunidades alienígenas com base no domínio sobre a energia de seu planeta, sol ou de sua galáxia. Se com isso você já está tomando notas de como lidar com os ETs com base no livro “Contato”, de Carl Sagan, melhor segurar um pouco a empolgação. Afinal, conforme Jean Schneider, a anomalia pode se tratar apenas de algum ruído natural.
Mas ainda será necessário avaliar a integridade do sinal e eliminar todas outras possibilidades de origem antes que seja possível dizer que se trata de algum tipo de comunicação alienígena. A opinião é bem semelhante à de Daren Lynch, um dos administradores do SETI@Home.
Em comunicado oficial na página do projeto, o norte-americano afirma que recebeu diversas mensagens a respeito do fenômeno. E que, inicialmente, se interessou pelo tema porque se tratava de uma recomendação de membros do SETI.
O que é verdade
Porém, ao analisar o material, Lynch não se mostrou muito impressionado. Pois o sinal não era muito diferente do que o programa recebe milhões de vezes como potenciais tentativas de comunicação vindas de seres de outros planetas.
Tudo indica que a emissão não passa no teste das múltiplas detecções. As chances são de que realmente o item tenha origem em ondas de rádio comuns ou em um satélite passando no raio de leitura do telescópio. Sendo assim, o jeito, por enquanto, é continuar procurando.
Fonte: Tecmundo




