Com uma rotina corrida de academia, alimentação saudável e escolha da lingerie. Ela se arruma e coloca a máscara antes de entrar em um dos maiores sites de strip-tease online do Brasil, onde mantém uma sala. Seu codinome? Morena Delícia.
Uma camgirl, ou seja, ela se conecta ao CameraHot diariamente e faz shows privados através de sua webcam para usuários do Brasil todo. Durante um chat privado, ela conversa, dança, interpreta, usa fantasias, faz strip-tease, sexo ao vivo, tudo depende do clima e do que o usuário está buscando.
Mesmo com um sorriso tímido, mostra que é sensual e conquista pelo jeito inocente e isso é o que mostram a quantidade de acessos que a modelo recebe em sua sala diariamente e o valor que ela ganha ao final de cada mês.
O extrato mensal varia entre 15 e 20 mil reais por mês. Isso mesmo. Com o dinheiro, ela já comprou e mobiliou um apartamento, além de manter uma bela e saudável poupança, afirma ela, que antes de conhecer o CameraHot, trabalhava como manicure.
Camgirl há cinco anos, casada há mais de oito, a modelo garante que sua atividade não influencia em seu casamento, assim como seu casamento não influencia em sua atividade. “A gente entrou em comum acordo e ele sabe desde o começo, até porque não tem como esconder, né? O que eu falaria para ele por ficar mais de 12 horas no quarto e ele não saber? Não tem lógica. É claro que ele tem ciúmes, mas não é aquela coisa doentia. Ele aceita, mas não é que goste.”
O sexo na webcam
“Muitos usuários vão para se abrir, conversar e ter um ombro amigo. Acabam se apegando a nós, e nós nos apegamos a eles.” Relembra – “Um cara fez uma surpresa para mim de aniversário. Ele simplesmente preparou uma mesa enorme com velas, vinho… Da mesa até a cama do quarto, colocou um monte de pétalas de rosas, bem romântico. Na cama, um coração com pétalas de rosas, escrito “Morena Delícia TE AMO” e uma caixinha de Bis.”
Sexo ao vivo
Isso não é novidade. As primeiras notícias sobre camming (nome dado ao ato de fazer shows na webcam) vem dos anos 2000. Em uma reportagem do New York Times, de 2005, um jornalista retratou a história de Justin Berry, considerado o precursor das exibições pela webcam. O garoto foi o primeiro, que se tem registro, a ligar a webcam e se masturbar em frente à câmera, cobrando um valor do telespectador.
No Brasil, o CameraHot foi o precursor dos sites de sexo ao vivo, sendo lançado em 2010, e conta com mais de quinhentas modelos e um milhão de visitantes por mês.




