Menu

Cirurgião planeja fazer primeiro transplante de cabeça

September 27, 2016 - Bizarro, Notícias, Uncategorized

transplante

 O cirurgião italiano, Sergio Canavero planeja realizar uma cirurgia arriscada e que nunca foi feita com sucesso até hoje.  Ele pretende transplantar a cabeça de um paciente tetraplégico para o corpo saudável de outro paciente com morte cerebral. Não precisa nem dizer que muita gente está achando a ideia completamente irreal. Entretanto Canavero não parece estar brincando com isso. Ele inclusive já conseguiu um voluntário.

Valery Spiridonov, de 31 anos, está disposto a passar pelo procedimento. Pois sofre de uma doença terminal que ataca seus músculos, chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman. Numa entrevista ao Russia Today, Spiridonov se mostrou bastante animado com a novidade. “Tenho muito interesse em tecnologia e qualquer assunto progressivo que possa mudar a vida das pessoas para melhor. Fazer isso é uma grande oportunidade para mim, mas também criará uma base científica para futuras gerações, independente de qual seja o resultado”, declarou.

O novo corpo

Spiridonov já se voluntariou a passar pelo procedimento. Mesmo assim Canavero ainda não encontrou o corpo para o qual ele deve ser transplantado. Fora isso, existem discussões éticas sobre utilizar um corpo inteiro, com vários órgãos que poderiam salvar a vida de diversas pessoas, em um procedimento que beneficiaria somente um paciente.

De qualquer maneira, o cirurgião já tem quase tudo planejado para realizar o trabalho. Ele já publicou uma série de artigos sobre estudos que ele tem feito nessa área, explicando extensivamente como deve proceder durante a cirurgia.

O cirurgião afirmou que toda a tecnologia necessária para a operação já está disponível, e seriam necessárias 36 horas de trabalho para completá-la com uma equipe de 150 médicos. Ao final, o paciente teria 90% de chances de sobreviver e conseguir controlar o novo corpo, o que é uma aposta bem alta em se tratando de algo completamente novo e muito arriscado.

Congelados

transplante_cabeca

Para que tudo funcione perfeitamente, Spiridonov seria resfriado a baixas temperaturas para evitar danos cerebrais e teria sua cabeça separada do corpo em fases. Ao chegar às artérias e veias, a cabeça seria ligada a tubos e máquinas para manter a circulação sanguínea.

Algo semelhante ocorreria com o corpo da vítima de morte cerebral. Depois de tudo pronto, Spiridonov seria mantido em coma induzido por várias semanas. Isso para que houvesse tempo de sarar os ferimentos e também de a coluna e a medula ficarem completamente unidas.

 

Fonte: Tecmundo