Menu

A Sibéria está lidando com um apocalipse zumbi da vida real!

August 2, 2016 - Bizarro, Notícias, Uncategorized

Rena

A Sibéria está sofrendo um surto de antraz. A rara bactéria infecta animais e seres humanos, apareceu na região de Yamal-Nenets depois que a temperatura neste verão ficou mais de 5ºC acima do normal.

A última epidemia de antraz foi há mais de 70 anos. Por isso a fonte do surto parece ser da carcaça de uma rena que morreu nesta época. Ficou enterrada na tundra, e durante o frio abrigou uma pequena colônia de micróbios, que passou sete décadas inativa.

Porém quando chegou o calor, o cadáver começou a descongelar. Desse modo, e as bactérias retornaram à vida. Isso matou 1.500 renas e infectou mais de 10 pessoas.

Conforme o jornal Siberian Times, o local do surto foi isolado e toda a população – humana e animal – saiu da região e está em quarentena. O governador declarou estado de emergência.

O disfarce da bactéria Zumbi

As bactérias antraz têm um absurdo mecanismo de sobrevivência. Assim quando estão em condições inadequadas, como frio extremo, formam esporos que são capazes de sobreviver mais de 100 anos no permafrost, estimam os cientistas russos.

Assim que a temperatura volta a aumentar, se “ressuscitam” e retornam a um estado menos resistente, mas com maior mobilidade. O que os torna bem mais infecciosos.

É comum que animais como vacas e bois consumam os organismos no próprio pasto. Os humanos por sua vez, se contaminam inspirando os esporos ou através do contato com animais doentes. O tratamento é feito com antibióticos como a Penicilina e a Ciprofloxacina.

O surto anterior de antraz na região foi em 1941, mas casos isolados apareceram recentemente na Rússia. A preocupação dos cientistas e do governo é que as endemias da bactéria se tornem mais comuns conforme o planeta continua a esquentar.

Há um grande risco de explosão de infecções em Yakutia. É uma região que possui mais de 200 lugares de sepultamento de gado, e é cheias de carcaças de animais que morreram em pragas anteriores. Com isso novas bactérias podem surgir.

Com isso tudo, a orientação de pesquisadores russos é típica dos apocalipses zumbis da ficção. É emitido alerta constantemente e monitoramento de cemitérios onde vítimas da doença foram enterradas.

Fonte: Exame